Cartilha para Viagens ao Exterior

 

Em vista do grande trabalho desenvolvido nos últimos 40 anos para difusão da cultura e artes marciais chinesas, o Grão Mestre Li Wing Kay possui um bom e estreito relacionamento com os principais mestres e instituições públicas e privadas do mundo, o que possibilita o acesso e convites à competições internacionais de alto nível. Assim, o Brasil tem marcado presença nos principais torneios mundo a fora e graças a qualificação técnica dos atletas filiados ao Grão mestre está há quatro décadas obtendo êxito e inúmeras honrarias.

Visando aprimorar ainda mais a experiência daqueles que compõe a delegação brasileira nos eventos internacionais, a Diretoria de Alto Rendimento do Instituto Li Wing Kay de Arte e Cultura Chinesa decidiu elaborar esta cartilha com informações úteis e fundamentais para qualquer atleta que planeje viajar ao exterior. Pedimos atenção à leitura deste manual, bem como dos comunicados enviados periodicamente com detalhes mais específicos de cada evento.

Também nos colocamos a disposição para demais esclarecimentos pelo e-mail contato@institutoliwingkay.com.br .

Primeiro passo: Passaporte, visto e vacinas

Na hora da correria para aproveitar as tarifas promocionais muitas pessoas esquecem que o passaporte é um item quase obrigatório para quem busca um destino internacional. Dizemos quase obrigatório porque ele não é necessário para vários destinos da América do Sul. Porém para a grande maioria do mundo ele é o documento padrão.

Antes de comprar a passagem, verifique se o documento está dentro do prazo de validade. Caso o seu passaporte esteja perto de vencer, não deixe de consultar as regras do país para o qual você está embarcando. Alguns exigem que o passaporte tenha pelo menos 6 meses de validade (por exemplo, se a viagem ocorre de 10 a 15 de janeiro 20xx, a pessoal deve ter o passaporte válido até 15 de julho do mesmo ano da viagem). Outros pedem apenas que o documento esteja válido para o período da viagem. Os Estados Unidos, por exemplo, exigem que os passaportes devam ser válidos por seis meses além da data em que o viajante vai sair do país. No entanto, eles  possuem um acordo chamado “Six Month Club”, no qual para os países que fazem parte do acordo a exigência é que o passaporte esteja válido durante todo o período de estadia do visitante no país. O Brasil faz parte desse acordo. Ou seja, brasileiros que queiram viajar para os EUA podem viajar com o passaporte com menos de 6 meses de validade desde que ele ainda esteja válido na data de retorno para o Brasil. De qualquer maneira, não vale correr o risco de ser deportado. Por isso, consulte atentamente as regras do seu destino. Não deixe para tirar o passaporte na última hora, nunca se sabe quando pode acontecer um problema na emissão do documento.

Com o passaporte em mãos é hora de verificar se o país para o qual você está embarcando exige ou não visto para brasileiros. Se você tem conexão nos Estados Unidos lembre-se que o visto americano é obrigatório, independente do país ser apenas uma parada até o destino final. Se você não tiver o visto americano nem poderá embarcar. Países como China, Japão, Canadá, Austrália e casos especiais como Dubai exigem que o visto seja retirado antes do embarque, assim como os Estados Unidos. Logo que estiver com o passaporte em mãos dê entrada no pedido de visto (especialmente quem já está com a passagem comprada) para não correr o risco de perder a viagem.

As regras, documentos e valores para retirada do visto variam de acordo com o país de destino. Alguns países fogem à regra, fornecem o visto e cobram as taxas no momento da imigração, como a Indonésia, por exemplo.

Quem pretende embarcar para a China, vale ressaltar que existe uma peculiaridade na hora de solicitar o visto. Residentes nas regiões sul e sudeste devem encaminhar sua solicitação ao consulado situado em São Paulo-SP. Residentes nas regiões centro-oeste, nordeste e norte somente poderão enviar sua solicitação ao consulado situado em Brasília-DF. Essa subdivisão é própria do Consulado Chinês no Brasil e a única forma de um morador das regiões centro-oeste, nordeste e norte conseguir tirar o visto em São Paulo é se for pessoalmente ao consulado e vice-versa. O documento deve ser preenchido preferencialmente em chinês, por isso é indicado procurar um despachante para evitar erros.

Com passaporte e vistos providenciados, é importante lembrar que alguns países exigem comprovante internacional de vacina contra diferentes doenças. A principal delas é contra a febre amarela, que deve ser tomada 10 dias antes do embarque, e é obrigatória para destinos da África, América do Sul e Ásia, em países como Angola, Benin, Bolívia, Burkina Faso, Camarões, Colômbia, Equador, Gabão, Gana, Guiné Bissau, Guiana Francesa, Nigéria, Peru, República Democrática do Congo, Serra Leoa, Sudão e Venezuela.

Consulte o site da ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/viajante/) e veja o local mais próximo para emissão do documento e para tomar as doses das vacinas exigidas. Verifique se este é o caso do seu destino e providencie o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Para a emissão do CIVP é necessário:

  • Caso tenha realizado a vacinação em unidade de vacinação da rede municipal ou estadual, a apresentação do Cartão Nacional de Vacinação preenchido corretamente com: data da administração da vacina, lote da vacina, assinatura do profissional que realizou e identificação da unidade de saúde;
  • Caso tenha realizado a vacinação em serviço privado, é preciso ainda que o mesmo se encontre credenciado junto a Anvisa;
  • Apresentação de documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, passaporte, carteira de motorista válida, etc);
  • A população indígena que não possui documentação está dispensada da apresentação de documento de identidade;
  • Apresentação da Certidão de Nascimento é aceita para menores de idade (a vacina é recomendada para crianças a partir de 9 meses);
  • A emissão do CIVP pela autoridade sanitária estará condicionada a assinatura do viajante no ato, sendo imprescindível sua presença.

Segundo passo: Defina seu orçamento e a melhor maneira de efetuar os gastos no exterior

Ok! Nós sabemos que a passagem pode ter sido barata, mas isso não quer dizer que todo o resto da viagem será. Com a passagem e documentos em mãos é hora de se organizar e calcular os gastos com hotéis, alimentação, transporte, passeios, compras e até um caixa extra para imprevistos. O importante é ficar atento para o dinheiro não acabar no meio da viagem. Se o orçamento estiver apertado, calcule quanto será permitido com gasto diariamente. Não se esqueça que as contas no Brasil – como aluguel, água, luz, telefone, entre outras – continuarão a ser cobradas. Portanto, organize-se para não voltar sem grana e tornar a rotina pós-viagem um pesadelo.

Definido o orçamento é hora de avaliar qual a melhor maneira de levar dinheiro para a viagem, especialmente em tempos de moeda tão instável e IOF tão alto. É preciso analisar todos os prós e contras de cartões de créditos, dinheiro em espécie e cartões de viagem. Os critérios poderão variar entre os países de destinos, especialmente por ser quase impossível encontrar a moeda de todos eles à venda no Brasil. Antes da viagem pesquise várias casas de câmbio antes de realizar a troca pois os preços variam bastante e você pode perder dinheiro.

Uma dica que muitos não sabem é que Banco Central dispõe de uma ferramenta online para ajudar os viajantes a conseguir a melhor taxa de câmbio para comprar e vender moeda estrangeira, antes e depois de viajar. Trata-se do Ranking do VET, disponível no site do BC (https://www3.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp), que permite ao usuário comparar e ranquear as instituições que comercializam moedas, como bancos e corretoras de câmbio independentes, segundo o Valor Efetivo Total (VET) das suas operações de câmbio. Seu valor é expresso em reais, permitindo ao viajante saber quanto ele de fato gastaria para comprar a quantidade desejada de moeda estrangeira – ou quanto ele receberia ao vendê-la. Embora haja uma taxa média de câmbio para cada moeda comercializada no Brasil, na prática cada instituição pratica os seus próprios valores. Com a ferramenta, é possível escolher aquela que pratica a taxa mais interessante para você.

Procure também saber se é seguro andar com dinheiro em espécie no local de destino, se o hotel possui cofre para que você mantenha uma reserva e não fique com toda a quantia na carteira. O melhor é carregar um valor que corresponde a média diária de gastos, deixando sempre um valor extra para taxi, ônibus ou algum imprevisto com um passeio ou jantar não programado.

Não se esqueça de verificar se os seus cartões de crédito são aceitos no destino da viagem, se há máquinas de saque e se é necessário desbloquear o cartão antes da viagem (a maioria dos bancos solicitam o desbloqueio para evitar roubos e fraudes. O processo é simples, basta apenas indicar o período da viagem assim compras antes e após a data indicada ficam automaticamente bloqueadas). Geralmente o cartão de crédito possui um número de telefone no verso para atendimento ao cliente que pode auxiliar na obtenção dessas informações. Por isso entre em contato com seu banco.

Terceiro passo: Reserve o hotel e compre as passagens internas

A escolha do hotel deve seguir não só o critério de preço, mas também de localização, fácil acesso a transportes públicos e, claro, qualidade! Vale lembrar que os hábitos em outros países são diferentes do Brasil e nem sempre o hotel oferecerá serviços comuns por aqui, como um bom café da manhã. Dê preferência para reservas em sites bem conhecidos, como o Booking.com, Decolar.com, Trivago, para evitar problemas com reservas. Leia as avaliações de outros clientes, verifique a nota do hotel e as condições de pagamento. Prefira hotéis com possibilidade de cancelamento gratuito, assim você poderá procurar outras ofertas antes de embarcar e fazer uma nova reserva, sem custos de multa. Se estiver seguro sobre o destino, procure também por sites que alugam apartamentos, como o Airbnb. Eles poderão sair mais em conta que um quarto de hotel.

Caso seja necessário trocar de cidade, avalie a melhor relação custo x benefício. Avião, ônibus, carro, navio… As opções são muitas e variam de acordo com o destino. O importante é não deixar para definir o deslocamento na última hora, especialmente no caso de ser necessário comprar uma passagem ou alugar um carro. Na véspera da viagem tudo poderá ser mais caro.

Se optar por alugar carro, lembre-se de antes de checar as exigências de cada destino em relação à carteira de motorista. A maioria dos países é tolerante com a habilitação brasileira desde que ainda se esteja dentro do prazo do visto de turismo (ou da permanência legal sem necessidade do visto). Mas alguns podem exigir a carteira internacional de habilitação, que deve ser retirada ainda no Brasil – mais informações no Detran de cada estado. Além disso, geralmente as locadoras exigem que o motorista também tenha um cartão de crédito no próprio nome, mesmo que o carro já esteja pago, para liberar o veículo. Assim, entre em contato com a locadora antes e verifique todos os documentos exigidos para pegar o carro.

Quarto passo: Faça um seguro de viagem internacional

Acredite! Acidentes acontecem. Nunca embarque para o exterior sem um seguro de saúde internacional. É impossível prever o que pode acontecer durante uma viagem. Os seguros têm preços bem acessíveis e serão fundamentais no caso de uma doença repentina ou mesmo um acidente grave. E para alguns países, como muitos da Europa (que seguem o Tratado de Schengen), o seguro de viagem é obrigatório para todos os turistas. O gasto pode parecer desnecessário, até que aconteça um acidente. Para quem quer economizar, vale consultar a operadora do cartão de crédito e verificar se ela oferece algum tipo de seguro como parte dos benefícios.

Quinto passo: Pesquise sobre o seu destino

Mesmo quem já está acostumado a viajar pelo Brasil pode se enrolar na hora de ir para o exterior. Reduza as chances de ter problemas pesquisando a fundo sobre o seu destinos e montando um roteiro de viagem detalhado. Questões como instabilidade da moeda, crises políticas, feriados nacionais, diferença de estação do ano podem alterar o rumo da sua viagem. Imagina chegar em um destino com roupa de inverno sendo que por lá é o auge do verão? Para evitar essa e outras roubadas, leia bastante sobre a cidade de destino.

Caso tenha tempo para passeios, defina antecipadamente quais localidades serão visitadas, as principais atrações e o custo de cada uma delas. Muitas oferecem dias com entrada gratuita, o que pode ser um grande auxiliar na hora de economizar. Passes de transporte público também costumam ser fortes aliados dos turistas. Vale tudo para gastar menos e as peculiaridades entre os países são muitas.

Sexto passo: Hora de arrumar a bagagem

As regras para embarque internacional são diferentes dos voos nacionais, tanto para as malas despachadas quanto para a bagagem de mão. É importante ficar atento para não ser barrado no check-in ou pagar excesso de bagagem.

Os passageiros que embarcam a partir do Brasil em voos internacionais têm direito a dois volumes – com 32kg cada um – e mais uma bagagem de mão com volume de 115cm (considerando altura + comprimento + largura, mas a regra muda entre as companhias aéreas, por isso verifique com a sua empresa as exigências). Para voos dentro da América do Sul geralmente o limite cai para 23kg e apenas um volume despachado, mas novamente é necessário verificar com a companhia aérea.

Apesar de ser tentador para alguns levar todo o guarda-roupa na viagem, não é nada prático carregar tanto peso. As viagens costumam ser longas, o trâmite nos aeroportos demorado, os percursos entre os portões de embarque longos e o trajeto até o hotel nem sempre é fácil. Procure viajar o mais leve possível, especialmente se for trocar várias vezes de cidade.

Em relação à bagagem de mão é preciso salientar que muitos objetos não são permitidos e devem ser despachados: líquidos acima de 100ml; arma (ou réplica) de qualquer tipo; objetos pontiagudos, cortantes ou de ponta arredondada que possam ser usados para causar ferimentos (alicates de unha, por exemplo); e substâncias explosivas ou inflamáveis (ex. isqueiros), químicas ou tóxicas são os principais. Consulte sempre o site da companhia aérea escolhida para ver as regras específicas do país de destino. Geralmente as armas e equipamentos de combate para os atletas devem ser despachados, não é possível levar como bagagem de mão. Assim, embale bem seus equipamentos, deixe-os facilmente identificáveis para quando vê-los rodando na esteira não haja trocas ou dúvidas.

A regra de bagagem internacional vale também para os voos domésticos adquiridos na mesma compra. Caso contrário, o voo doméstico terá franquia reduzida. Se estiver planejando deslocamentos de avião no meio da viagem, tenha muito cuidados com os limites de bagagem para não levar um grande prejuízo com excesso de peso. O cuidado também é importante na hora de alugar o carro, que deve ter bagageiro compatível com o volume de bagagens.

Na hora de fazer a mala é preciso lembrar que a viagem é para outro país. Tudo o que for de uso contínuo deve ser levado do Brasil, especialmente remédios. Como não é possível saber se o que você precisa será encontrado no destino, o melhor é se prevenir. Consulte a meteorologia para não ser pego de surpresa por variações climáticas. E vale o conselho típico de mãe: leve um casaco no avião.

Quando tudo estiver pronto e a mala fechada, use um cadeado para trancá-la. Lacres e capas de mala ajudam a torná-la mais segura e livre de furtos. Usar fitas coloridas e tags de identificação – com telefone, e-mail e endereço – é fundamental no caso de extravio e também para evitar troca de malas. Não conte sempre com a sorte e retire qualquer objeto de valor de dentro da bagagem que será despachada. Dinheiro, câmera fotográfica, computador e outros bens valiosos devem ir na bagagem de mão, assim como uma muda de roupa (para o caso da mala ser extraviada ou se houver atraso no voo).

Sétimo passo: Tenha todos os documentos relacionados à viagem em mãos

Ao viajar para outro país é preciso estar muito atento a pequenos detalhes que podem garantir a sua segurança. É muito importante que alguém no Brasil saiba todos os passos da viagem. Caso aconteça uma emergência, será mais fácil de agir e tomar providências.

Por segurança, leve impresso todos os documentos da viagem, como reservas de hotel, passagens de volta e seguro de viagem, seguro de saúde e um roteiro básico da viagem. Isso facilita principalmente na hora da passagem pela imigração. Procure também levar cópias de documentos, como passaporte, evitando assim problemas como furtos. Caso esteja viajando com cartões de crédito, tenha também guardado os números de atendimento ao cliente no Brasil e no exterior. Isso facilitará na hora de cancelar os cartões se os mesmo forem perdidos. Não deixe também de levar um documento extra, como a carteira de motorista. Ela servirá para quase todas as situações (além de ser aceita para dirigir em muitos países) e evitará que você precise andar todo o tempo com o passaporte.

Oitavo passo: Trâmites do aeroporto para embarque  

Para voos internacionais é recomendável chegar com duas horas de antecedência ao aeroporto. Este tempo serve para fazer o check-in, despachar as malas com calma e seguir para os procedimentos de embarque. Ao realizar o check-in não deixe de conferir se os assentos e o programa de milhas estão corretos.

Pergunte sempre à atendente da companhia aérea se a bagagem seguirá até o destino final ou se você precisará despachá-la novamente em caso de conexão. Tire também as dúvidas sobre o processo de imigração no país de destino. Caso esteja viajando com conexão nos EUA a imigração será obrigatória, mesmo que você siga depois para outro país.

Após o check-in você deverá seguir para o embarque. A fiscalização para voos internacionais é bem mais rígida se comparada a voos nacionais. Não estranhe se, ao chegar no raio-x e detector de metal, for necessário tirar os sapatos, cinto, casaco, lenço e chapéu. Siga todos os procedimentos de segurança com calma e já esteja preparado, assim você não irá se atrapalhar na hora de passar pelo detector. Fique atento para não deixar nenhum bem de valor para trás, especialmente o passaporte. Confira todas as bandejas que passaram pelo raio-x para ter certeza de que pegou todos os seus pertences.

Após a revista de segurança você encontrará os guichês de controle da Polícia Federal. Aguarde na fila até que o próximo atendente esteja livre e apresente o passaporte e cartão de embarque. O controle de saída é bem simples e rápido. O fiscal irá conferir o seu documento e logo em seguida você já estará dentro do embarque internacional. Alguns terminais já oferecem o controle eletrônico de passaporte. Neste caso você será encaminhado para uma das máquinas e deverá inserir o passaporte no scanner e apertar o botão para foto. Tudo será feito eletronicamente e sem a presença de um fiscal. Este procedimento só é válido para quem tem passaporte com chip.

Ao entrar no terminal internacional confirme o portão de embarque e fique atento ao relógio. O embarque em voos internacionais acontece com maior antecedência, por isso não vacile. Esteja sempre próximo ao portão. Procure ir ao banheiro antes de entrar no avião, especialmente se estiver sentado na janela. Caso não queira encarar a comida à bordo, faça um lanche antes de decolar. A entrada no avião é semelhante aos voos nacionais. O embarque é feito por prioridades e ordem de filas. No Brasil é obrigatória a apresentação do documento de identificação. Tenha sempre o passaporte em mãos.

Nono passo: Conexão

Se o seu destino final exigir uma conexão, fique atento. As regras variam entre os países. Peça ajuda ao comissário de bordo e confirme se há necessidade de fazer imigração na cidade de conexão. Ao desembarcar fique de olho no horário local, não se esqueça que existe fuso horário e se você não acertar seu relógio corre o risco de perder o próximo voo.

No caso de conexões nos EUA a imigração é obrigatória para todos os passageiros, independente do destino final. Outra dúvida frequente é se a mala irá até o destino final ou se deverá ser retirada na primeira conexão e então despachada novamente. A regra varia entre países e o ideal é confirmar qual será o destino final da bagagem ainda no check-in do Brasil.

Caso esteja em um aeroporto que ofereça Free Shop ele estará localizado após o guichê da Polícia Federal. Importante! As compras realizadas no embarque internacional entram na cota de USD 500 dólares para compras internacionais. Apenas as compras realizadas no retorno ao Brasil entrarão na cota extra para compras no Free Shop (veja mais sobre regras da Receita Federal para compras no exterior). O que for comprado no Free Shop poderá ser levado dentro do avião como bagagem de mão. Em alguns casos os produtos serão entregues apenas na porta da aeronave, portanto guarde a nota fiscal.

No caso de conexão, ao sair do avião, procure imediatamente uma tela com as informações de partidas. Identifique o portão e o terminal do próximo voo e não perca tempo. É comum em grandes aeroportos no exterior que seja necessário pegar um transporte até outro terminal. Não deixe para a última hora, você nunca sabe quão distante está do novo portão de embarque. Siga as placas atentamente e tudo dará certo! Em caso de dúvida não hesite em pedir ajuda nos balcões de informações.

Décimo passo: Passando pela Imigração

Talvez este seja o processo que mais preocupa os brasileiros ao viajar para o exterior. Passar pela imigração, independente do país, é sempre um momento tenso. Esteja preparado para responder qualquer pergunta e jamais minta para o agente da imigração. Leve impresso todos os documentos da viagem, como reservas de hotel, passagens de volta e seguro de viagem. Provavelmente você terá recebido, ainda no avião, um formulário de imigração e declaração de bens. Os dois devem ser preenchidos e entregues quando solicitados pelos agentes.

O bom senso é importante em todas as imigrações do mundo. Seja educado, mantenha a calma, se atenha a responder apenas o que for perguntado e nunca caia em contradição. Evite o uso de celular e nunca faça fotos na área de segurança dos aeroportos.

O procedimento padrão nas imigrações é ser recebido em um guichê pelo agente daquele país para conferência de documentação. Ele fará perguntas como “quando tempo você irá ficar?”, “qual o motivo da viagem?” e até “quanto dinheiro você está levando?”. De fato falar inglês facilita nessa hora, mas se você não domina a língua, não se desespere. Os agentes estão acostumados a lidar com pessoas que não dominam o idioma local e isso não será motivo para você ser deportado. Apenas diga que não fala inglês ou não fala o idioma local e mantenha todos os documentos disponíveis para verificação (tenha o formulário de imigração em mãos). Se tudo der certo você receberá um carimbo de entrada no país, fará uma foto e no máximo terá as digitais identificadas.

É importante ter como comprovar que você está apto a pagar pela viagem. Se não tiver um cartão de crédito internacional, é aconselhável ter em mãos uma quantia em dinheiro condizente com o padrão da viagem. Ter o visto não significa ter autorizada a entrada no país. Sempre há o risco de deportação. A regra também vale para países que não exigem visto.

Décimo primeiro passo: Retornando para o Brasil

Viajar é muito bom, mas sempre chega o momento de voltar pra casa. E alguns cuidados devem ser observados no retorno para o Brasil. As regras de embarque no Brasil também valem para o retorno. Chegue ao aeroporto com antecedência, confira os assentos, o programa de milhas, identifique as bagagens e tenha muito cuidado para não ultrapassar o limite de peso. Os controles de segurança também são os mesmos da ida, com a diferença de que no retorno para o Brasil você estará fazendo a emigração e dificilmente será detido. Alguns países entregam na ida formulários e documentos que devem ser devolvidos na volta. Se este for o caso, cuide bem desses papeis para não ter problemas ao deixar o país.

Após passar pelos procedimentos de segurança e controle de migração você irá se deparar com o Free Shop. A tentação das últimas compras é grande, mas lembre-se que todas elas entrarão na cota de USD 500 para compras no exterior. Apenas as compras efetuadas no aeroporto de desembarque no Brasil entrarão na cota extra (veja mais detalhes sobre regras da Receita Federal para compras no exterior). Cuidado para não perder a hora e o voo, fique de olho principalmente no fuso horário local, em especial caso haja conexões.

O processo de retorno para brasileiros é muito simples. Apesar das grandes filas, tão comuns nos guichês da Polícia Federal, dificilmente você terá problemas para passar pela migração. O procedimento é semelhante ao de saída do Brasil e também poderá ser feito eletronicamente em alguns aeroportos e para quem tem passaporte com chip.

Depois de passar pelo controle de passaportes você poderá gastar mais um pouquinho nas compras do Free Shop. Agora sim com uma cota extra de USD 500 está valendo! Se a tensão no voo de ida é ser aceito na imigração, na volta a preocupação é passar pela Receita Federal. Antes de sair do Brasil leia atentamente as regras da Receita Federal para compras no exterior e evite problemas no retorno. O procedimento de alfândega varia muito. Há voos onde a escolha é aleatória e em outros todos os passageiros são obrigados a passar pelo raio-x.